Sexta-feira, 5 de Agosto de 2005

O velho do balde


© Sofia Bragança Buchholz
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:20
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O homem, a bola e o guarda-sol


© Sofia Bragança Buchholz
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:14
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Ontem,

devido aos incêndios que lavravam nas redondezas, o Porto experimentou uma luz única. Quem desconhecesse o que a provocava, assustar-se-ia, seguramente, tamanho era o seu dramatismo e intensidade. Poderia parecer, de início, um aproximar de tempestade, ameaçadora, violenta, desconhecida na forma e na cor por terras lusas. Mas a sua permanência ao longo do dia, afastava essa hipótese. Fazia lembrar uma fotografia antiga, a preto e branco, gasta e amarelecida pelo tempo.
Eu estava lá, na Praia da Granja, e guardei − com a minha câmara − algumas imagens que partilho aqui convosco.

Nota: não utilizei qualquer tipo de filtro nas fotografias que se seguem
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 01:00
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2005

IMAGEMdoDIA



"U.S. President George W. Bush pauses while speaking to the American Legislative Exchange Council after receiving the Jefferson Freedom Award (foreground) in Grapevine, Texas August 3, 2005. The president will remain and work out of Texas for the month of August at his Central Texas ranch and return to Washington in September."

REUTERS/Larry Downing


Fonte: Reuters
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 05:16
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2005

Comi e Gostei: Xarrôco

Sardinhas Assadas com Batatas a Murro

As sardinhas vêm em camas de pão com alho picado que lhes absorve a gordura e que se tornam deliciosas para saborear no fim. Acompanham, batatas a murro, excepcionalmente bem temperadas com alho, azeite e coentros.
O preço de uma dose é de cerca de 7 euros.

Leite Creme

Delicioso. Queimado na altura. Macio. De chorar por mais.


Xarrôco
R. Heróis de França, 507
Matosinhos
Distrito: Porto
Telefone: 22 9381649

Mais informações
aqui
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 17:21
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Novas Rúbricas

Inauguro hoje duas novas rubricas intituladas “ Comi e Gostei” e "Bebi e Gostei".
Com elas pretendo dar a conhecer restaurantes/ bares/cafés por onde passei e que, por esta ou por aquela razão, merecem o meu destaque, ajudando − espero − quem a lê na escolha de um serão agradável ou de um pitéu inesquecível. Esta avaliação − porque baseada apenas na minha opinião pessoal − é perfeitamente subjectiva e a ordem de escolhas dos restaurantes não obedece a qualquer ranking de preferências.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:56
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Povo, que danças no rio

Se à uma e meia da manha, durante uma festa em minha casa, eu elevasse o volume da música a décibeis comparáveis ao do barulho do fogo de artifício que estoira lá fora, viriam, sem serem convidados, os vizinhos, os vizinhos dos vizinhos e até a polícia para me mandarem calar.
Estranha forma de povo, este, que areja a chanata esquecendo os calos da semana, que torce o pescoço até não poder mais da artrose, que dança as varizes madrugada adentro… para ver, contente, queimar os parcos euros da autarquia.


[10.07.05]
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 14:36
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Desabafos

Corpo da Eterna Descontente: − Ouve lá, tens consciência que ainda há pouco chegaste de férias e já estou cheio de dores por causa das tuas posições de trabalho viciantes?
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 14:23
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2005

A Confissão

Fazia calor, muito calor, e a noite fora mal dormida como manda o costume.
Na véspera tiveram o seu tempo para expirarem os pecados, numa confissão a dois, consentida e, acima de tudo, sentida.
Iam de carro, calmamente, ele ao volante, ela ao lado, calados, a matutar na conversa que haviam tido com o padre.
Foi ela quem quebrou o silêncio, aproveitando o embalo da situação, desejosa, quem sabe, mesmo que inconscientemente, de entrar na nova vida oficial sem manchas nem nódoas antigas.
− Vá lá, diz lá, dormiste com a Carmen? − Quis ela saber, ainda virgem nesta coisa das relações a dois, ainda fundamentalista nas decisões se me pões os cornos, acabou!, imaculada de feridas de vida, arrogante nas certezas até que a morte nos separe.
Ele, confuso com a magia da ocasião, vacilou. Hesitou na resposta, e ela apanhou-lhe a deixa, decidida a perdoar aquele que fora um ponto negro, antigo, na relação deles.
− Ah, meu sacana! Não é que dormiste mesmo com aquela lambisgóia?! − Brincou. − Bolas, Deus dá pérolas a porcos… eu, aqui, tão jeitosinha e inteligente e tu, qualquer merda te serve!
Ele talvez tivesse contado a verdade, mas a prontidão e o tom jocoso da afirmação dela dissuadiu-o. Dar o braço a torcer nunca fora o seu forte e muito menos admitir um erro. Se ela tivesse ficado calada, talvez ele se visse na obrigação de preencher o silêncio com a verdade. Mas não ficou. E ele, mais experiente nos sentimentos a dois do que ela, inverteu o jogo a seu favor:
− Estás doida, era lá, eu, capaz! Tu é que andaste aos beijos com aquele tipo…
Fora buscar um exemplo velho, ainda mais antigo do que o ponto negro dela e já perdido há séculos no tempo, algures muito no inicio da relação deles.
Ela ainda insistiu: − Vá lá, não inventes, dormiste ou não com a Carmen?, mas já não valia a pena, pois qual lapa que não é arrancada à primeira batida, já ele criara defesas à segunda, agarrando-se com toda a força às suas afirmações.

© Sofia Bragança Buchholz
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 14:28
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Reflexão...

depois de ter passado pelo a barriga de um arquitecto

Na casa onde nasci, existem 4 barrigas de arquitecto.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:28
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

Dolce Vita


Sofia Bragança Buchholz
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:40
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Cuidado com o homem que não mexe o estômago de quando ri...

Ele pediu um café, enquanto ao longe olhava um televisor perdido, algures, entre muitos outros ruídos do local.
Estava velho, pensou.
As imagens na sua memória sobrepunham-se às do ecrã e relembravam-lhe o filme que melhor conhecia, aquele em que fora ele mesmo o actor principal. Esboçou um sorriso e apresentou-se em jeito de James Bond ao público que, naquele momento, se resumia a ele próprio: Boavida, Grande Cabrão, Boavida.
Lembrou-se dos amigos e das farras... Dos carros que todos os anos entravam na sua garagem, “limpinhos”, como gravatas de seda acabadas de chegar de uma Lavandaria 5 à Sec... Lembrou-se das gajas que comera com gosto, salgadas do mar, coradas do sol, misturadas com ostras e lagostas e que talvez o tenham comido a ele nas três mil “mocas” que lhe cobravam no fim... Lembrou-se com especial prazer daquele sublime duelo entre “aventais” e “bíblias” em que ele levara a melhor àquele tipo que todos julgavam imbatível... e riu-se. Riu-se dos governos a cair, dos ministros a tombarem um a um, qual pinos de Bowlling e ele sempre em pé, porque o maior truque nestas coisas é como em todas as outras, ser incógnito, não ter rosto. Ele era apenas um boa-vida, um grande cabrão boa-vida... Aquele a quem era permitido mijar em público, tirar as calças ao luar, berrar para aliviar o stress...
E riu-se. Escangalhou-se a rir, mas assustou-se quando reparou que apesar das contracções das gargalhadas o seu estômago não se movia. Ter-lhe-ia parado a digestão? Ter-lhe-ia parado o coração? Talvez nem o tivesse... Por um momento empalideceu. Levou a mão ao estômago e pressionou... devagarinho... Mas nada, nem um movimento só.
Nessa altura o café que pedira aterrou à sua frente. A mistura “adrenaleica” do cheiro da cafeína com a nota de cinquenta euros com que pagaria foi remédio santo: discretamente o gás do D. Pérignon que bebera ao jantar subiu pelo o seu esófago indo desaguar-lhe, quase silenciosamente, à boca.
Ele voltou a sorrir...
Não ter coração qual quê!!!, exclamou para si próprio.
E, piscando o olho à Manuela Moura Guedes que agora aparecia na TV para creditar as notícias, assegurou: Mais do que coração, às vezes, na porra desta vida, é de estômago que a gente precisa!!!.

© Sofia Bragança Buchholz. Reprodução Interdita
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:59
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