Segunda-feira, 10 de Julho de 2006

Definitivamente, não entendo os Homens, e as Mulheres são umas chatas (V)

O Cavaleiro de Armadura Reluzente

No fundo de cada homem existe a vontade de ser um herói, de ter sucesso e proteger a sua amada. Quando ele sente que ela confia nele é capaz de assumir o seu lado mais nobre, tornando-se carinhoso e dedicado. Caso contrário, torna-se inseguro e desmotivado. Senão vejamos a seguinte metáfora:

Imagine-se um Cavaleiro de armadura reluzente a viajar pela floresta.
A certa altura, ouve o choro de uma donzela e apressa-se a socorre-la. A galope no seu corcel, corre até ao castelo onde ela se encontra aprisionada por um terrível dragão, desembainha a sua espada e trava uma corajosa luta com ele, saindo vitorioso.
Amavelmente, é recebido pela Princesa e em braços é acolhido pela família dela e pelo povo do reino.
Ele e a Princesa apaixonam-se e… era suposto viverem felizes para sempre, mas…
Um mês depois, o nobre Cavaleiro sai novamente em viajem.
No regresso, ouve novamente a sua amada, implorando por ajuda, pois outro dragão havia atacado o castelo do reino. Quando o Cavaleiro se prepara para desembainhar a sua espada e trespassar o maléfico animal a Princesa grita-lhe: “Não uses a espada! Usa antes este laço!”. E, atirando-lhe o mesmo, vai-lhe dando instruções de como o usar. Ele segue-as, hesitante, enrolando o laço à volta do pescoço do dragão e apertando-o com força. O animal morre e o povo rejubila, aclamando novamente a sua façanha. Contudo, o Cavaleiro, por ter usado o laço e não a espada, não se sente merecedor da confiança e admiração dos súbditos do reino. Na verdade, ao seguir as instruções da Princesa, ele acha que nada fez e sente-se frustrado. Por esse motivo, nessa noite, esquece-se de limpar a sua armadura.
Um mês mais tarde, o Cavaleiro parte outra vez em cruzada. Ao sair com a sua espada, a Princesa lembra-lhe para ter cuidado e para não se esquecer levar o laço.
No regresso, depara-se com um novo dragão atacando o castelo. Sacando da sua espada o Cavaleiro prepara-se para o trespassar, mas fica na dúvida se deve usar antes o laço. Nessa hesitação, distrai-se, e o dragão, soprando fogo, queima-lhe um braço.
Confuso, olha para cima onde, da janela, a sua amada acena e lhe grita: “Usa este veneno! O laço não é suficientemente forte para este dragão!”.
O Cavaleiro enfia o veneno goela abaixo do dragão e este morre, deixando todo o reino eufórico de alegria. Contudo, o Cavaleiro sente-se envergonhado e terrivelmente angustiado. E nessa noite, para além de se esquecer de limpar a armadura, esquece-se também de a tirar e adormece com ela.
Um mês mais tarde sai novamente em campanha. A princesa aconselha-o a ter cuidado, e recorda-lhe para levar o laço e o veneno. Irritado com a sugestão, o Cavaleiro, leva-os por precaução.
Desta vez, ao atravessar a floresta, ele ouve o chamamento de uma outra donzela em perigo e corre a socorre-la. Ao fazê-lo, hesita entre usar a espada, o laço, ou o veneno, e interroga-se, por momentos, o que acharia bem a Princesa. Mas depois lembra-se de como se sentia antes de a conhecer e com uma confiança e motivação renovadas deita fora o laço e o veneno e regressa aos dias em que só carregava consigo a espada, matando com um só golpe o dragão.
Os habitantes da nova cidade aclamam-no, e ele, sentindo-se útil e apreciado, decide permanecer ao lado desta nova donzela, nunca mais regressando para a sua Princesa.

Moral da história (segundo o psicólogo John Gray):
"Apesar de um homem apreciar carinho e assistência, abusar disso poderá diminuir a sua auto-confiança e desmotiva-lo.
Quando as reacções de uma mulher revelam uma crença positiva nas capacidades e intenções de um homem, automaticamente, ele fica mais carinhoso e atento às necessidades dela."

Moral da história (segundo a minha opinião):
As mulheres são umas chatas, é verdade, mas são mais inteligentes, concebendo diversos cenários para ultrapassar obstáculos, partilhando e ensinando as técnicas para os superar.
Os homens são tacanhos, pouco imaginativos e facilmente influenciáveis. Incapazes de argumentar, ao confrontarem-se com seres intelectualmente mais dotados, preferem retirar-se de armas e bagagens.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 22:07
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2 comentários:
De Mir a 11 de Julho de 2006
(a título informativo) Tenho tanta pena de não ter tempo para te ler com o tempo que mereces...
De Eterna Descontente a 12 de Julho de 2006
Obrigada, por esse desabafo, Mir :-)))

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