Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Pecados Íntimos

O filme “Little Children” ou na tradução portuguesa “Pecados Íntimos” aborda esse tema que me fascina que é a linha ténue entre os conceitos, entre os comportamentos: o normal e o anormal; o bem e o mal; o certo e o errado...

Qual será o mais perigoso: o criminoso temido que regressou à cidade; ou o policia desequilibrado que o persegue?
Quem será mais forte: a velhinha pequenina que diz as verdades na cara; ou o homem musculado e forte que tem a opinião publica do seu lado?
Quem será o infiel: o marido, com o seu ritual diário de masturbação em frente a uma amante virtual; ou a mulher que se envolve num caso amoroso com outro homem?
Quem será o trabalhador: a mãe que trabalha fora de casa e assegura o sustento da família; ou o pai que passa os dias num lazer que garante o bem-estar e crescimento saudável do filho?
Quem terá mais certezas do seu amor: o amante apaixonado que incentiva a fuga conjunta, ou a amante reticente que comparece no local?

Tudo isto servido num clima constante de perigo iminente, de suspense que se adivinha, mas que se erra, de medo que se sente, mas em vão, e coroado (mesmo no final) com um toquezinho nessa característica – incompreensível – que eu “adoro” e de que tanto aqui falo, no blog, – pronto, é hoje que vou ser acusada dessa coisa horrível que é ser sexista! – que é a “maravilhosainsustentável inconsequência masculina.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 19:20
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2 comentários:
De Crezia a 6 de Fevereiro de 2007
Posso aplaudir, posso? Clap clap clap É mesmo isso! Tb vi e não fui capaz de o descrever. Mas foi exactamente o que aqui está.
Sim, é maravilhosa de facto...
De Eterna Descontente a 9 de Fevereiro de 2007
Obrigada, pelo aplauso, Crezia :-)

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