Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

A explicação

Como sabem, faz tempo que não sei de Düss El Dwarf, o meu amigo gnomo.
Hoje apareceu-me, inesperadamente, à porta de casa com duas malas pequeninas, uma em cada mão. Ao ver a minha expressão de espanto ao abri-la, elucidou-me:
– Sei que precisas de mim. Sei que te andam, propositadamente, a fazer mal.
Depois, quando já no sofá da sala lhe explodi em pranto no colo, explicou-me:
– Sabes, nós, os homens, somos mesmo assim. Quando estamos apaixonados ou precisamos de vocês, mulheres, andamos à vossa volta como crianças sôfregas pela atenção da mãe. Já quando a vida nos corre bem, tornamo-nos adolescentes rebeldes, ávidos de liberdade e sede de descobrir o mundo, incapazes de controlar os actos e as palavras, mesmo sabendo que estes podem magoar. Às vezes, fazemo-lo até propositadamente: [pequenas] maldades para alimentarmos o ego; para nos sentirmos bem. É mais forte do que nós. Somos básicos. Somos animais!
 
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:57
link do post | comentar | favorito
3 comentários:
De Iris R. Costa Barroso a 11 de Maio de 2009
Puro instinto de sobrevivência, é a necessidade de não se sentirem presos, de preservar sua liberdade.

Também gostava de ter um gnomo amigo.

Boa semana!
De José M. Barbosa a 14 de Maio de 2009
Curioso ... também tenho um amigo gnomo. Um espírito da natureza, da terra enquanto elemento. Chama-se Luticali. Confio em si, fica entre nós.

Z.
De Eterna Descontente a 14 de Maio de 2009
Obrigada, Iris, para si também (agora já um bom fim-de-semana ;-))

E pode ter: basta querer muito! :-)

Zé Manel:
Eu sei que tem. Conheço esse seu amigo. Mas não diga nada a ninguém. Por mim, já sabe, sou um túmulo.

Comentar post


ver perfil

seguir perfil

. 9 seguidores

Espelho meu...

Nome: Eterna Descontente
Local: Lua, Mundo da Lua
eternadescontente@gmail.com

O meu alter-ego:
Sofia Bragança Buchholz

© Reservados todos os Direitos de Autor. Todos os textos, excepto quando devidamente assinalados, são da autora e a sua reprodução encontra-se interdita.

Era uma vez...

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Novembro 2017

Agosto 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Fevereiro 2015

Novembro 2014

Abril 2014

Março 2014

Dezembro 2013

Maio 2013

Março 2013

Janeiro 2013

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Junho 2011

Maio 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Outubro 2004

Setembro 2004

tags

todas as tags

pesquisar

subscrever feeds