Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016

Sobre a dor

Paradoxalmente, existem momentos em que a dor nos consola.

Certos estados de dor invadem-nos como uma espécie de torpor anestésico, uma espécie de coma emocional induzido pelo sofrimento. Na antítese estará, talvez, o chorar de felicidade.
 

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 06:35
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A Insustentável Fragilidade da Vida.

Mais uma noite na urgência de um hospital para me relembrar que começamos a vida frágeis, a chorar, dependentes do pai e da mãe e acabamo-la da mesma forma: uns velhinhos indefesos aterrorizados, com medo da solidão e da morte, a chamar pelos pais. (25.07.2012)

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 06:31
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

Sobre o Caminho

Passamos a primeira metade da nossa vida a sofrermos pelas dores na alma infligidas pelos conflitos relacionais e a outra metade, pelas dores físicas provocadas pelas falhas do nosso corpo. Ah, felizes aqueles que acreditam na vida eterna e no paraíso para além da morte. Torna tudo tão mais fácil!

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:40
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Sobre os homens

A característica que mais detesto num homem é a promiscuidade. O abanar de cauda, com a língua de fora a qualquer rabo de saias, seja manicura ou doutora. O baixar de calças em qualquer alcova, com a testosterona a falar tão alto, incapaz de o fazer distinguir o trigo do joio. Pena é que o género masculino não entenda este conceito como eu, e que uma catrefada de lambisgóias no curriculum seja desvalorizada e vista apenas como um desovar sem importância.

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:35
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

So true, so true, so true!

Os homens nunca dizem: 'Já não gosto.' Dizem: 'O problema não está em ti, está em mim. Preciso de pensar, preciso de espaço...'. (... ) Os homens nunca o dizem porque querem que a mulher fique de reserva.”― António Lobo Antunes

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 20:08
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Era alguém que me dissesse isto...

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publicado por Sofia Bragança Buchholz às 19:56
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Ai, não aguentam, não!

Já há alguns meses vive na minha rua um casal dentro de um carro. Vivem na Foz dentro de um carro. São, talvez, ligeiramente mais novos do que eu e têm bom aspecto. Lembro-me que, quando me apercebi, me assaltou de imediato a ideia de pobreza envergonhada. Imagino-os a dormirem ali e de manhã a irem tomar banho a um qualquer balneário e a continuarem o dia num emprego precário ou à procura dele. Durante o dia nunca estão. Nem eles, nem o carro.

Não sei como ajudar, se os devo, sequer, abordar, se querem a minha ajuda. Sei que, a serem verdade as minhas suspeitas, não quero um país assim. Não quero um país onde as pessoas perdem as casas e a esperança.

Por outro lado, o desenvolvimento e a modernização das cidades e da sociedade, com todas as suas vantagens, agravam ainda mais a situação em tempo de crise: a desestruturação dos laços familiares faz com que a tia x já não se sinta responsável pelo sobrinho y; que o sobrinho y já não vá valer ao irmão z.

Hoje, quando passei junto ao carro, ela dormia encostada a ele com uma mão abandonada perto dos seus cabelos, em tom de carícia. “Felizmente, têm-se um ao outro”, pensei. Cobria-os a manta do costume: um xadrez britânico áspero bege e preto tapa-lhes a desgraça.

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 02:09
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Quarta-feira, 27 de Março de 2013

Verdades [quase] Absolutas

No meio da deterioração mental em que a doença, desafortunadamente, a acometia, num rasgo de lucidez, ela disse à filha:

‒ Tu precisavas era de um homem como o teu pai.

As mães são sábias até na demência!

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:16
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

There is just one life

Olho à minha volto e vejo pessoas, conscientemente, empenhadas em dificultar a vida dos outros, focalizando e gastando energias em objetivos mesquinhos e destrutivos. Outras, fazem-no de forma inconsciente, vingança da frustração das suas próprias existências: “Se não posso estar bem, os outros também não podem! Alguém tem de pagar pelo meu desconforto”, imagino dever ser o raciocínio na base deste comportamento.

A idade traz-nos autoconfiança, a vivência maturidade. Ou, pelo menos, assim o deveria ser. Por isso, me interrogo: para quê chatearmo-nos com ninharias, quando a vida é tão curta?

 

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 17:19
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012

Sobre o Caminho

 

É sempre mais fácil sofrer do que tentar ser feliz, queixar-nos do que nos falta do que valorizar o que temos. Mas há dias assim – bestiais! – que merecem ficar registados para não nos esquecermos de como a vida, afinal de contas, nos trata bem. (24.06.12)

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 17:23
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Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Verdades [quase] Absolutas

No comboio, ao meu lado, uma rapariga com sotaque brasileiro, conversa ao telemóvel. Fala num tom meigo, assertivo, tentando acalmar a voz do namorado que, do outro lado, adivinho exaltada. Trata-o por “quirido”, tenta um tema que o distraia da sua ira, diz-lhe que quer ver o cabelo dele… Ele, mal-encarado, continua a cuspir monossílabos ásperos. A certa altura, sentindo-o desligar-lhe o telefone na cara, exclama desesperada: “Nossa, qui grosso!”, e atira, frustrada, o telemóvel para cima da tábua aberta das costas da cadeira da frente. Com as lágrimas nos olhos, desabafa, ainda, sozinha: “Essa doeu, viu?!”. Eu não resisto, e interferindo na conversa que não me diz respeito, solidarizo-me com ela: são todos iguais: umas bestas!

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 19:22
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Terça-feira, 3 de Abril de 2012

Vidas simples

Numa das ruas estreitas da Foz, existe uma mercearia abandonada. Na montra, como uma mercadoria esquecida, repousa um grande e gordo gato siamês. Enroscado sobre si mesmo, ignora os olhares dos transeuntes, entregue a um sono profundo apenas interrompido para seguir a posição dos raios de sol e se ir aninhar uns centímetros ao lado, onde ele incide com maior intensidade.
Todos os dias, passo, olh...o-o e invejo-o. Desafio-o a mirar-me; não quer saber. Ignora-me. Ignora ter de interagir com os outros, ter de ser reconhecido por eles, ter de construir uma carreira profissional. Ignora a necessidade de ser amado, a dor da rejeição, a dificuldade de um relacionamento conjugal.
A ele bastam-lhe uma nesga de sol, uma fêmea na época de acasalamento e um ou outro, ratitos que passem por ali.

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 19:08
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Terça-feira, 20 de Março de 2012

Sobre o amor ou a falta dele.

"Enquanto seres humanos, somos especialistas no estudo dos comportamentos de acasalamento das outras espécies. (...) No que toca a escolher um parceiro para nós mesmos, porém, poucos seres humanos parecem ser bem-sucedidos, quanto mais entender verdadeiramente o processo dessa escolha. A maioria das espécies animais não parece ter grandes problemas na escolha de parceiros, nem a lidar com os relacionamentos. (...) O estado dos nossos relacionamentos com os nossos parceiros - ou a falta de parceiros - constitui fonte constante de discussão (...). Poucas coisas nos causam tal prazer e alegria, ao mesmo tempo, provocando-nos paradoxalmente tanta dor e desespero." (Allan e Barbara Pease)
 
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:20
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Sábado, 17 de Março de 2012

O Insustentável Peso da Solidão

 

Fui ontem ver o "Shame". Um filme sobre a solidão, como um homem e uma mulher a (sobre)vivem. Ele, refugiando-se atrás da frieza de um escudo e de um falso equilíbrio que o faz parecer intocável, mas a todo o momento capaz de ruir ao mais pequeno toque. Ela, implorando afecto, autodestruindo-se para sobrepor a dor física à emocional, ou mesmo acabar com ela de vez.
Um filme sobre a dificuldade de comunicação: a incapacidade dele em verbalizar emoções, de as aceitar,  de as reconhecer, até, e o exagero dela em manifestá-las, em mendigá-las. Duas pessoas sós, tão sós, dois irmãos perdidos na impotência de um abraço quando é, tão só, isso o que ambos precisam.
 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 19:30
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Verdades [quase] absolutas

Desconfia sempre daquele que se vê como muito bonzinho.

 

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:42
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Espelho meu...

Nome: Eterna Descontente
Local: Lua, Mundo da Lua
eternadescontente@gmail.com

O meu alter-ego:
Sofia Bragança Buchholz

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