Sábado, 31 de Março de 2007

Sobre o Caminho: Instantes Irreversíveis

Imagem do filme Match Point

Existe um momento preciso em que todas as situações deixam de ser reversíveis. Como aquele ponto na curva de vida de um produto, primeiro crescente, a partir do qual esta passa definitivamente a decrescer. Como, num acidente fatal, o instante exacto em que a desgraça se torna irremediável.
Foi assim com o nosso amor. E se eu pudesse Meu Amor, recuaria no tempo, até aí, até esse determinado instante em que deixaste de me querer, atrasaria o relógio um minuto, um segundo que fosse, e mudaria o rumo do nosso destino.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 23:20
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Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Percebes, agora, por que é que eu não me importo de ter asas?

Na foto: Adriana Lima
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:14
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A Palavra hoje é… (6)

Ciciar

v. int.,
rumorejar levemente;
sussurrar;
pronunciar com cicio (defeito);
dizer em voz baixa;
segredar.


A titi pousava no sofá, tesa, desvanecida, com cetins de festa e com jóias. E ao lado um padre muito magro vergava a espinha com os dedos enclavinhados no peito – mostrando numa face chupada dentes afiados e famintos. Era o Negrão. Dei-lhe dois dedos, secamente:
– Estimo vê-lo por cá…
– Grandíssima honra para este seu servo! – ciciou ele, puxando os meus dedos para o coração.
[Em “A Relíquia”; Eça de Queiroz; Edições Livros do Brasil, pág. 242]
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 05:22
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Outro Tipo de Fadas (2)

FADA 652 Temple (1945)


FADA 1000 Bullet (1945)


FADA 115/ 116 Bullet (1940)
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 04:38
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Para o que der e vier

Düss El Dwarf abraçou-me hoje quando chorava em cima da cama. Os seus bracinhos minúsculos enlaçaram os meus ombros enquanto me contorcia de dor. As suas mãos pequeninas seguraram-me a cabeça para me ajudarem a vomitar. Os seus dedos ínfimos passearam-se cuidadosamente no meu cabelo enquanto mo pentearam e mo ataram num rabo-de-cavalo. O seu colo miúdo serviu-me de almofada para que descansasse. E a sua voz rouca e grandiosa, sapiente, de ser mitológico com muitos séculos, sussurrou-me ao ouvido para que sossegasse: – Não te preocupes. Sabes que nós, os teus personagens, vamos estar sempre aqui, contigo, para o que der e vier.
 
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 23:43
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A Palavra hoje é… (5)

Cursivo

s. m.,
tipo de letra manuscrita, miúda e ligeira;

adj.,
diz-se desse tipo de letra.


Decorreu um mês.
Eu, no entanto, rotineiro e triste, lá ia pondo o meu cursivo ao serviço dos poderes públicos, e admirando aos domingos a perícia tocante com que a D. Augusta lavava a caspa do Couceiro.
[Em “O Mandarim”, de Eça de Queiroz, Edições Livros do Brasil, pág. 41]
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:10
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Gostar de homens™

Bryan Ferry - Stockholm, Sweden 2000

 

Velhos, de pele áspera, de cabelo oleoso e olhos pequenos. Com carisma.
Very British. Absolutely enchanting!
 
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:23
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Simão e a Testosterona

Personagens:
• Simão, 6 anos
• Tomás, 9 anos
• Eu

Cenário:
No quarto do Tomás, com a televisão como pano de fundo, o Tomás joga, distraído, Playstation, enquanto eu, deitada ao seu lado, quase adormeço.
Ao nosso lado, sentado no puff, está o Simão.
Às pás nas tantas ouço sair da boca do Simão a seguinte exclamação:

Acção:
Simão: – Uiii, que boazonas!
Desperto de imediato. Levanto a cabeça, surpreendida, e olho para a televisão que, sintonizada na TVI, mostra uns chorudos e generosos rabos, minimamente cobertos por magros triângulos de lycra, de umas “belas” jovens que histericamente se bamboleiam em frente a uns imberbes “monstros”. Matreira, pergunto:
Eu: – O que é que disseste, Simão?
Ele acorda do seu transe e com um sorriso atrapalhado, responde:
Simão: – Nada. Eu não disse nada.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 15:37
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

Eu hoje acordei assim...™

Na foto: Adriana Lima

Cantando e rindo. Como o país.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 18:10
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A Palavra hoje é… (4)

Serôdio

do Lat. serotinu

adj.,
tardio;
que aparece no fim da época própria.


"Aos quarenta e quatro anos a razão pode muito, se o coração já está enervado e enfraquecido de lutas e quedas; todavia, a razão dos quarenta e quatro anos é ainda frouxa e transigente, se o coração começa a amar tão a desoras. Não se calcula as misérias e parvoíces desta serôdia mocidade!"
[Em “A Queda dum Anjo”; Camilo Castelo Branco; Porto Editora, pág. 96]
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 17:50
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Percebes, agora, por que é que eu não me importo de ter asas?

Na foto: Karolina Kurkova
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 01:54
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Sobre o concurso, "Os Grandes Portugueses", na RTP (III)

Ó valha-me Deus, estou chocada, o fascismo e o comunismo nos primeiros lugares!
Será isto um indicador da grandeza ou da pequenez de Portugal?
É triste, é muito triste…
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 01:20
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Sobre o debate dos Grandes Portugueses, na RTP (II)

Ok, o Paulo Portas foi o único capaz de responder.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:58
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Sobre o debate dos Grandes Portugueses, na RTP

Expliquem-me que, pelas respostas, não percebi: a Maria Elisa perguntou os defeitos ou as virtudes dos candidatos?
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:54
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Domingo, 25 de Março de 2007

Eu hoje vou deitar-me assim...

Domenichino ; O Caminho para o Calvário; ca 1610; Óleo sobre cobre
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 07:18
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