Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006

Percebes, agora, porque é que eu não me importo de ter asas?

Caroline Trentini
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 15:47
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Quinta-feira, 28 de Setembro de 2006

A tatuagem

Foi dar com o Pato Preto, sem gravata, descontraído, parecendo plenamente feliz pela primeira vez, desde que o conhecia. Nas patas uma belíssima tatuagem Mehndi fazia sobressair, ainda mais, o laranja vivo das mesmas. Que bonito está!, exclamou Lunata mentalmente com tal convicção que lhe saiu em som, oralmente, também.
− Obrigado − agradeceu ele orgulhoso, dando uma volta sobre si próprio, para que ela o pudesse mirar melhor − São costumes antigos. Fazem-se, em ocasiões especiais, com hena, no Norte de África, no Médio Oriente e no Sul da Ásia − explicou, esticando muito as patas delicadamente enfeitadas de cima abaixo − Fez-mas um primo acabado de migrar do sul. Um primo berbere! − exclamou, enchendo muito o papo, vaidoso, como que orgulhoso dos seus dizeres.
− E o que faz um primo teu berbere aqui nesta altura do ano? Não é precisamente agora que rumam, vocês, para sul? − Perguntou, ela, intrigada, desconfiada de mais alguma informação que ele lhe estivesse a ocultar.
O Pato Preto tossiu. Um quack seco, engasgado, seguido de mais três que parecerem a Lunata uma gargalhada nervosa.
− Veio para a festa − informou, dando mais uma volta, mas desta vez em torno dela.
− Festa? Mas que festa???
Ele voltou a gracitar. E agora ela teve a certeza que foram gargalhadas. Gargalhadas felizes.
− Vou-me casar, Lunata − E desarmado, com um sorriso babado que lhe agraciou a expressão, acrescentou: − É pata, é marreca, eu sei, mas, caramba, é a mulher da minha vida!
E para Lunata que começava a não acreditar no amor, a vê-lo e a senti-lo escuro como um poço sem fundo, aquilo brilhou como um raio de sol na manhã. Fazia anos que o Pato Preto e a Senhora Pata estavam juntos. Tantos, quantos os que ela os conhecia, o que é o mesmo que dizer, desde sempre. E, queriam eles, ainda, selar para a eternidade (seja lá o que ela for) essa união?! Lunata sorriu. Afinal, sempre era possível!

 

© Texto e Foto: Sofia Bragança Buchholz. Reprodução interdita

 

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publicado por Sofia Bragança Buchholz às 01:04
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Terça-feira, 26 de Setembro de 2006

Momentos de Glória (II)

Foto: aqui

Cabrão do gnomo!
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 22:42
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Regresso às aulas

Pela rua fora, o Simão e o Düss fazem, alegremente, os trabalhos de casa e treinam o abecedário: um, em arrotos, o outro, em peidos.

Eh pá, acabou-se, não os levo mais ao cinema!
 
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:46
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Os Agradecimentos:


Obrigada, à distintíssima Miss Pearls (sim, porque a vida não é, de facto, a mesma coisa sem Pérolas); ao Knuque que espero que, muito em breve, seja capaz de conduzir uma ambulância do INEM, vulgo, dos bombeiros (mesmo que seja com um autocolante de 90, atrás); à Joaninha; ao Papo-Seco que me alegra as sextas-feiras; ao Palhaço-Voador (amanhã, lá estaremos, no mesmo sítio, à hora mágica do costume); à simpática noiv` Inha; à Samantha; ao Padrinho, Mestre, Senhor e grande amigo JN.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:11
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

Sobre o Caminho (VII): Ser Mulher

© Foto: REUTERS/Yannis Behrakis (2005)

Chateia-me, esta minha incapacidade para te resistir, esta minha passividade perante a tua vontade que me deixa, fragilmente, à mercê dos teus desejos e apetites.
Irritam-me, as horas que passo à tua espera, nos dia em que, simplesmente, decides excluir-me da tua vida, em pensamento e em facto, enquanto eu, ao invés, gasto a minha, a fantasiar como seria se estivéssemos, ou quando estivemos, juntos.
Assusta-me, esse teu alheamento, esse teu esquecimento, essa tua disciplina de, tão facilmente, me banires do teu pensamento, do teu dia-a-dia.
Magoa-me, a injustiça de me teres arrastado (à força da tua persistência e capricho) para o teu mundo, arrancando-me do meu, tirando-me do meu (parco) equilíbrio, prometendo-me mundos e fundos, acenando-me com a felicidade, para depois te fartares, qual criança mimada que enjoa as guloseimas que, voluntariosamente, tanto desejou.
Dói-me, a tua indiferença face à minha dor, quando a medo e em desespero ta confesso, e a ignoras ou subestimas, ao contrário de mim que te velo a tua, que a expio e a sofro, como se de minha se tratasse.
Exaspera-me, esta tua disponibilidade e responsabilidade para com o trabalho e os outros, aqueles que, ao pé de mim, nada te querem, cujo o amor que te têm, comparado com o meu, é ínfimo, cuja dedicação que te concedem, à beira da minha, é nula.
Enoja-me, esta minha disponibilidade, esta minha fraqueza, esta minha quase doença, que ao estalar dos teus dedos me faz, qual discípulo hipnotizado, seguir-te para onde quer que (me) queiras ou vás.
Agonia-me, deprime-me, mata-me, enfim, esta minha dedicação, este meu amor por ti.
E choca-me, mais do que tudo, perceber ser isso, seres tu, Meu amor - sejas, lá, tu quem fores - o que me move, o que verdadeiramente (me) interessa, o que, afinal, dá sentido à minha vida.

© Sofia Bragança Buchholz, 2006. Reprodução interdita.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 18:53
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Domingo, 24 de Setembro de 2006

Dois Anos

Foto: aqui

É, isso, mesmo, dois anos e a questão subsiste: E as Fadas… também se enganam no Caminho?
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 23:48
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006

O que fiz eu, para merecer isto?! (II)


E não é que, agora, lhe deu para as "porcarias"!

Mas será que nem os gnomos escapam?!

Corrijam-me se estiver enganada: mas isto é o que parece, não é?!
 
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:38
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Um Ano/ 200 Fotos

© Foto: Sofia Bragança Buchholz

O meu fotoblog
NAVEGANDO no TEMPO fez um ano a 4 de Agosto, e recebe hoje a 200 fotografia.
A 4 de Agosto de 2005 coloquei a primeira foto, “
O Turista”, ainda no antigo endereço, no Fotolog. Posteriormente, algures em Setembro, com a preciosa ajuda do meu querido amigo JN que me fez este template, mudei-me para o Blogspot.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:09
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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2006

Em busca das origens

Ah, não sabia! Procurou, com a curiosidade das meninas-mulheres, e encontrou. Pequenina, nostálgica, romântica, perdida no meio do nada… afinal, como ela mesma. Sempre pensara que lhe viera de Lua. Uma serenata de Lua. Ou, talvez, a nata, o âmago, a essência da Lua. Mas, não. E nem imaginava, sequer, quando deitada no seu Quarto Minguante, com a perna fugindo-lhe, baloiçando, fora da sua imaculada cama celeste, inquiria o Pó-Lunar. Ele, atarefado, afastava-se, para se voltar a aproximar, agregado, já, de forma diferente, com as suas tenuíssimas partículas dispostas de nova maneira, sempre em movimento, sempre mutante, apenas consistente na sua alvura. Dizia-lhe que não sabia, que a recordava eterna, desconhecendo-lhe ascendência ou genealogia, deixando-a, assim, com a resposta, ainda mais só naquele seu Mundo da Lua.
Mas Lunata era persistente, e como um felino, mal a noite caía, sob um céu estrelado que a iluminava, caçava o conhecimento com o entusiasmo e a sofreguidão daqueles para quem o saber é precioso.
E encontrou. Perdida na romântica Toscana, na – como ela – antiquíssima Itália, cercada a oeste por Lucca, a norte por Lammari, a este por Fratina e a sul por Cappanori, aquela que lhe esconde as origens, a que lhe enterra as raízes, a que, enfim, lhe dá nome, a bela e graciosa vila Lunata.

 

© Texto e Foto: Sofia Bragança Buchholz. Reprodução interdita.

[clique na imagem para a ver ampliada]

 

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publicado por Sofia Bragança Buchholz às 22:36
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Terça-feira, 19 de Setembro de 2006

Percebes, agora, porque é que eu não me importo de ter asas?

Adriana Lima

Eh lá! Não sei se neste caso não me importaria de ter umas asas um bocadinho mais discretas…
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 16:29
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Simão, o Higiénico

Personagens:
• Simão, 5 anos
• Eu

Cenário:
No Parque da Cidade, depois de termos mexido em patinhos, cavalinhos, cãezinhos, gatinhos… dirijo ao Simão, numa pronúncia manhosa africana, o “nosso grito de guerra”, selo de eterno companheirismo e sinal de bons momentos passados juntos:

Acção:
Eu: − Simão, Istála, aí, a bárebátána!*
Simão: − Não posso, tenho a mão cheia de mircóbios e não os quero espalhar.

* “Estala, aí, a barbatana” é a mesma coisa que “dá cá cinco”. Esta nossa expressão foi retirada do filme “
O gang dos tubarões”.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 15:39
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Volver

© Foto: Paola Ardizzoni/ Emilio Pereda

Mais uma vez, fantástica a banda sonora de Volver, composta pela mão de Alberto Iglesias. Para ouvir, ali ao lado, na Caixinha de Música, o tema homónimo interpretado por Estrella Morente.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 03:55
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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006

Pedro Almodóvar...

© Foto: Paola Ardizzoni/ Emilio Pereda

Um dos poucos, capazes de me fazer soltar umas belas gargalhadas, enquanto me aperta o coração.
E conseguiu "volver" a fazê-lo.
publicado por Sofia Bragança Buchholz às 00:27
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Sábado, 16 de Setembro de 2006

Percebes, agora, porque é que eu não me importo de ter asas?


Victoria´s Secret Angels in Venice

publicado por Sofia Bragança Buchholz às 17:34
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